quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Semana especial de Natal



Pessoal, essa foi uma breve seleção de filmes que fazem parte da nossa programação nessa época de Festas de Fim de Ano. Claro que existem tantas outras, mas creio que estas sejam algumas das mais significativas.

Aproveitando, gostaria de desejar a todos os leitores deste blog, que dedicaram alguns (ou mais) instantes da sua atenção às opiniões e avaliações aqui contidas, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

Que o Papai Noel e o Espírito do Ano Novo traga tudo do melhor para vocês e seus familiares. E que em 2012, possamos curtir ótimos filmes e nos entregar a ótimos momentos de entretenimento e diversão.

O blog faz uma breve pausa, para recuperar as energias e comemorar algumas boas conquistas de 2011, e volta em janeiro, com muito mais.

Um abraço a todos!!!

Esqueceram de Mim



O maior, melhor, e inesquecível capítulo da franquia Esqueceram de Mim. Um filme divertido, com uma trama inteligente, uma fotografia maravilhosa, um elenco super funcional, em uma produção que surpreendeu, se tornou fantástica, e hoje faz parte da série de filmes que ressurge na época de Festas.

Esqueceram de Mim nos deu Macaulay Culkin, no seu momento mais brilhante, em sua atuação mais fantástica. Somado a ele, uma dupla de veteranos comediantes, Joe Pesci e Daniel Stern, que fizeram (e ainda fazem) muita gente chorar de rir com as situações inusitadas e absurdas que enfrentam durante o filme. E com espaço ainda para o imbatível John Candy.

Não fosse apenas a atmosfera de Natal, o filme dá ao público todos os elementos de uma grande produção, como de fato é. A história é simplesmente fantástica, com um roteiro inteligente, e uma narrativa que deixa o gosto de quero mais do começo ao fim. Infelizmente, esse gosto, em suas continuações se mostrou como um grande fracasso. No segundo filme, ainda com Culkin, a história se mostrou previsível demais. E no terceiro e quarto episódios, além de previsíveis, com a substituição do protagonista, os filmes ficaram muito mais com a cara de Denis, o Pimentinha, do que Esqueceram de Mim.

Destaque para a cena em que Culkin simula fazer a barba. Tão fantástica, que outras tantas produções imitaram a sequência. Engraçada e inesquecível. Outra cena inesquecível é aquela em que repete os diálogos para assustar os ladrões e finge haver um tiroteio na sala ao lado à que tentam invadir. Curiosidade: o filme ao qual Kevin assiste em vídeo não é real, mas sim uma montagem de cenas preparada especialmente para Esqueceram de Mim. O nome deste "filme" é Angels With Filthy Souls.

O filme conta que na véspera do Natal, a familia McAllister viaja para a França em busca de férias tranquilas, mas acabam esquecendo do caçula de oito anos, Kevin (Macauly Culkin), sozinho dentro de casa em Chicago. O garoto faz tudo que lhe proibiram e enfrenta uma dupla de ladrões.

Uma produção fantástica, que se tornou parte das produções selecionadas para a época de Natal. Uma história inteligente, um elenco divertido e que combinou perfeitamente, bela fotografia, belas cenas de ação, ótima narrativa, em uma produção que se tornou um clássico. Excelente pedida para o Natal ou qualquer outra época. tem tudo para agradar toda a família, com tiradas que ainda conseguem arrancar muitas risadas. Ótima pedida para a semana especial de natal. Um filme para assistir e repetir até cansar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Chris Columbus
Elenco: Macaulay Culkin, Joe Pesci, Daniel Stern, John Heard, Catherine O'Hara, Roberts Blossom, John Candy.
Produção: John Hudges
Roteiro: John Hudges
Fotografia: Julio Macat
Trilha Sonora: John Williams
Duração: 105 min.
Ano: 1990
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Meu Papai é Noel



Natal sem Tim Allen como Papai Noel não é Natal. Tanto é verdade, que Meu Papai é Noel já teve duas outras continuações, e parece que a história do pai de família que assume o lugar do Papai Noel não tem fim. Bom... na verdade, parece sim... mas é impossível não gostar de algumas situações vividas pelo protagonista dessa absurda história.

A história tem uma mensagem agradável. Uma boa temática para a época de festas. Uma bela fotografia, e bons efeitos. É o típico filme de família, com uma mensagem para a família, querendo explicar a família.

O elenco não tem nada de anormal. Destaque para o próprio Tim, em uma atuação que tem muito da sua cara. Sem muitas surpresas, com o jeitão de sempre, e as (quase) mesmas piadas de sempre. Alguns momentos engraçadinhos.

No filme, Papai Noel sofre um acidente no telhado da casa de Allen, um bem-sucedido vendedor de brinquedos (Tim Allen). Como não pode continuar seu trabalho, Noel pede para que o vendedor entregue os presentes para as crianças naquela data e explica como fazê-lo. Ele começa a ajudar, mas percebe que está engordando e sua barba crescendo. E, com o tempo, Allen transforma-se no próprio Papai Noel.

Um filme bem família, com tudo o que a época de Festas precisa. Boa pedida para a sessão da tarde do dia 25. Na verdade, o mesmo serve para os 3 filmes da série. São muito parecidos, com uma mensagem natalina inteligente, voltada para o valor da família. Uma produção leve, que tem tudo para agradar toda a família. Boas piadas, bons efeitos, e um Papai Noel acima da média. Sem dúvidas, um filme que não pode faltar na seleção de filmes de Natal de ninguém.

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Pasquin
Elenco: Tim Allen, Judge Reinhold, Wendy Crewson, Eric Lloyd, David Krumholtz, Larry Brandenburg, Mary Gross, Paige Tamada, Peter Boyle, Judith Scott, Jayne Eastwood, Melissa King.
Produção: Richard Baker, Caroline Baron, Jennifer Graham Billings, Rick Messina, James Miller, Robert F. Newmy
Roteiro: Leonardo Benvenuti, Steve Rudnick
Fotografia: Walt Lloyd
Trilha Sonora: Michael Convertino
Duração: 97 min.
Ano: 1994
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O estranho mundo de Jack



O estranho mundo de Jack poderia ser um filme de halloween ou, na verdade, é... mas é que em sua história surge um Papai Noel meio dark, e a intenção do protagonista de sequestra-lo, que a coisa se mistura um pouco e, enfim, o filme passa a ser pedida certa nessa época de festas.

O filme tem todo aquele jeitão de Tim Burton. Uma aparência mais escura, personagens mais bizarros, mas tudo muito bem caracterizado. Uma produção de primeira linha. Com um estilo de animação muito interessante, que utiliza bonecos animados (stop motion).

Mais uma vez, a história explora uma mensagem que se encaixa perfeitamente no clima de Natal. Mas independente disso, o roteiro é super elaborado, com excelentes tiradas e, apesar do jeitão meio escuro e assustador (algumas passagens têm mesmo toda a característica de halloween), é um filme muito acima da média, que garante a diversão de toda a família.

No filme, Jack Skellington é o rei das abóboras em Halloweentown, uma cidade onde todos os moradores têm a função de assustar os humanos durante a festa do dia das bruxas. Jack é bom nisso, mas não vê mais graça em seu trabalho. Um dia ele entra em uma floresta onde todas as árvores são portas para reinos que servem a alguma festividade dos humanos, assim entra no reino do Natal. Jack fica espantado com tanta bondade e arma um plano: raptar o Papai Noel e fazer um Natal diferente, a seu gosto. Mas na cidade de Halloweentown há quem se oponha ao plano, dificultando as coisas.

Uma história surpreendente, em um filme com estilo de animação inovador e chamativo, uma mensagem de valor, personagens bem caracterizados, uma direção que sabe valorizar os pontos certos, e um resultado surpreendente. Um filme que deve ser assistido por toda a família, e fazer parte da coleção de todos os cinéfilos. Sem dúvida, um filme que merece estar na seleção de filmes de Natal de todos.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Henry Selick
Elenco: Vozes na versão original: Danny Elfman, Chris Sarandon, Catherine O'Hara, William Hickey, Glenn Shadix.
Produção: Tim Burton, Denise Di Novi, Bill Gavin , Tim Robinson
Roteiro: Tim Burton, Michael Mc Dowell , Caroline Thompson
Fotografia: Pete Kozachik
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 75 min.
Ano: 1993
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: Livre

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Grinch



Aqui, mais um "clássico" de Natal. Impossível passar a época de festas sem esbarrar nessa produção, pelo menos umas catorze vezes. Parece a mensagem de Natal com mais valor, dentre tantas que correm pela TV. Aquela coisa de "não tente roubar do Natal tudo aquilo de bom que existe".

Apesar dos cuidados com a produção, toda a narrativa baseada no conto de Dr. Seuss, e até pela atuação de Jim Carrey, o filme não tem lá muitos fãs. Ao menos não com quem conversei, e nem da minha parte. A literatura de Dr. Seuss é feita para os pequeninos, mas não tem o mesmo peso que nos EUA, onde é adorado. Suas histórias, com excelentes mensagens, são mais pesadas, e exigem mais do seu espectador/leitor.

Isso faz com que algumas pessoas prefiram filmes mais leves. Como seria normal em uma época assim. Na verdade, cheguei a ouvir que o filme é assustador demais, e que teria assustado todos os pimpolhos de casa. Pois é... não sei ao certo se isso é possível, mas apesar da boa mensagem de Natal, o filme é um pouco mais forte que o normal.

Como já destaquei, Jim Carrey parece muito confortável nesse tipo de papel, e vai bem como o perverso Grinch. Seu jeito de atuar, com caretas e "exageros" se encaixam perfeitamente no personagem.

Baseado no conto de Dr. Seuss (Theodor Geisel). O Grinch (Jim Carrey) é uma criatura verde e mesquinha que odeia o espírito de Natal. Ele pretende estragar a festa dos moradores de Quem-lândia roubando presentes e enfeites com a ajuda de seu cãozinho Max. Ao mesmo tempo, a pequena Cindy Lou Quem (Taylor Momsen), moradora de Quem-lândia, observa as pessoas pensando apenas em compras, presentes e enfeites e quer saber o significado do Natal. Os caminhos de Cindy Lou e do Grinch se cruzarão e, juntos, conhecerão o verdadeiro espírito do Natal.

Um filme curioso, com uma mensagem de Natal de valor, e que não pode faltar na seleção de filmes de Natal de ninguém. Personagens bem caracterizados, e um cuidado muito especial com toda a produção e efeitos visuais. Não faz muito meu estilo, pelos excessos e exageros da trama, mas ainda assim não deixa de ser uma produção que retrate com propriedade uma mensagem especial para a épioca de festas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ron Howard
Elenco: Jim Carrey, Christine Baranski, Taylor Momsen, Jeffrey Tambor, Molly Shannon, Bill Irwin, Clint Howard, Anthony Hopkins (narrador).
Produção: Brian Grazer, Ron Howard
Roteiro: Jeffrey Price, Peter S. Seaman, a partir de história de Dr. Seuss.
Fotografia: Don Peterman
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 105 min.
Ano: 2000
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Columbia Pictures
Estúdio: Universal Pictures / Imagine Entertainment
Classificação: livre

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Um Natal Iluminado



Esse é um dos filmes mais novos a entrar no circuito de comemorações de Natal. E, mesmo assim, não é sempre que faz parte da seleção natalina. Talvez pela disputa entre vizinhos que acaba imperando por quase todo o filme. Mesmo assim, é uma excelente pedida para a época.

Mais do que isso, ver em ação Danny DeVito e Matthew Broderick, já compensa o valor da locação ou da mensalidade da TV a cabo. Os dois, e somente eles, seguram a trama do começo ao fim. Danny DeVito é o falastrão de sempre. Seu jeito para comédias é incomparável. Sou grande fã desse baixinho esquisito.

A história é como qualquer outra de Natal, tem uma mensagem família de fundo e vários símbolos das comemorações americanas. Mas além disso, existe a concorrência entre vizinhos, que deixa qualquer clichê de lado, dando destaque às maluquices criadas por esses dois atores fantásticos.

O filme trata a chegada dos festejos natalinos, quando o recém-chegado na pequena cidade de Cloverdale, Buddy Hall (Danny DeVito), resolve caprichar na decoração de sua casa. A quantidade de luzes usadas fará com que sua residência seja vista do espaço. Pelo menos é essa a idéia. Seu vizinho, Steve Finch (Matthew Broderick), sempre foi conhecido como o "Sr. Natal" e vê seu posto ser ameaçado pela obsessão de Hall. Finch passa a perseguir seu novo vizinho, tentando destruir a decoração que virou atração na cidade. Essa briga levará ambos a enfrentarem grandes confusões e frustrações familiares.

Novamente, nada de invenções visuais (exceto pelas luzes dos enfeites usados na briga dos dois vizinhos), ou efeitos especiais fora de série. Uma produção que se segura em uma história de Natal mais absurda, e pela atuação de dois monstros do cinema. Um filme para toda a família, que garante boas risadas e uma mensagem de muito valor. Excelente pedida e que não pode faltar na lista de filmes de Natal de ninguém.

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Whitesell
Elenco: Danny DeVito, Matthew Broderick, Kristin Davis. Kristin Chenoweth. Alia Shawkat, Sabrina Aldridge, Kelly Aldridge.
Produção: Michael Costigan
Roteiro: Matt Corman, Chris Ord, Don Rhymer
Fotografia: Mark Irwin
Trilha Sonora: George S. Clinton
Duração: 94 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: New Regency Pictures
Classificação: Livre

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um Herói de Brinquedo



Nesse especial de Natal, que jeito melhor de começar do que com Um Herói de Brinquedo, com Arnold Schwarzenegger. Por um acaso, você imagina que o Natal teria o mesmo valor sem esse filme? Desde o seu lançamento, em 1996, esse filme foi apresentado tantas vezes, e em tantos canais, que o áudio e a qualidade de vídeo já não são os mesmos.

Existe mensagem de Natal mais família do que a dessa produção? Por mais absurda e clichê que possa parecer, é o tipo de mensagem que valoriza o espírito natalino. Na verdade, dos filmes estilo comédia família de Arnold (tipo Um Tira no Jardim da Infância, ou Júnior), esse me parece o mais interessante.

Ele continua o mesmo brutamontes de sempre, e aplica isso na fase do filme em que tenta comprar o presente para o filho. O elenco, nesse ponto, é fantástico. Todos com atuações muito bem caracterizadas, herói de um lado, vilão do outro, mocinha de um lado, filho do herói do outro. Tudo é perfeito, colorido, e cheio dos símbolos de Natal americanos.

Não há nada de especial na direção do filme. Nada de efeitos mirabolantes e aparatos visuais de última geração, e por isso mesmo o filme funciona bem. Não existem explicações desnecessárias ou detalhes exagerados. O filme começa bem, flui com naturalidade e termina de maneira muito funcional.

No filme, um homem de negócios (Arnold Schwarzenegger) atrasa-se na aula de caratê do seu filho. Para tentar compensar o seu relapso, ele promete ao menino que lhe dará qualquer coisa que ele peça no Natal. O garoto logo escolhe o "Turbo Man", brinquedo sensação do momento e sonho de todas as crianças. Só que é véspera de Natal e o brinquedo não existe em lugar algum. Para não falhar de novo com seu filho, ele se propõe a cumprir a promessa, não importando o quanto isto lhe custe.

Um filme de Natal, com cara de Natal que, salvo engano, só é passado no Natal. A história é muito adequada para a estação. Bom elenco, boa dinâmica, e uma mensagem de fundo que eleva o espírito natalino. Pedida certa para a noite da ceia de Natal. Excelente filme para toda a família.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Brian Levant
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Sinbad, Phil Hartman, Rita Wilson, Robert Conrad, Martin Mull, Jake Lloyd, James Belushi, E.J. De La Pena, Harvey Korman, Laraine Newman, Justin Chapman, Richard Moll, Daniel Riordan, Jeff L. Deist.
Produção: Michael Barnathan, Chris Columbus e Mark Radcliffe
Roteiro: Randy Kornfield
Fotografia: Victor J. Kemper
Trilha Sonora: David Newman
Duração: 88 min.
Ano: 1996
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

Especial - Semana de Natal



Com a aproximação do Natal parece que os canais de TV a cabo, e mesmo a TV aberta desenterram aquele pacotão de filmes que só servem mesmo para essa época. Esqueceram de Mim, O Grinch, Um Herói de Brinquedo, Meu Papai é Noel, Um Conto de Natal, e por aí vai.

Sempre os mesmos... em vários canais... em versões dubladas e legendadas... incansáveis...

Por isso, nada mais justo, do que nesses dias que antecedem uma data tão especial, fazer um especial de filmes de Natal. Comentários a respeito de alguns desses "clássicos" que ilustram o Natal, o Papai Noel, e toda a parafernalha que está envolvida na celebração das festas de final de ano.

Espero que gostem da seleção, e se quiserem, mandem sua seleção de filmes de Natal. Aqueles que não podem faltar na celebração das festas da sua família.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desenhos e animações



A pergunta que me fez pensar o post de hoje é: desenhos animados e animações são dirigidas única e exclusivamente (ou em grande parte) ao público infantil? Essa semana participei de uma conversa atribulada, e também constatei que o assunto havia sido discutido em outros fóruns. Afinal de contas, desenhos só servem para o público jovem?

A grande maioria das pessoas com quem conversei exaltaram o fato de que esses tipos de produção só são dirigidos ao público infantil ou juvenil e que, de tabela, chegam ao público de marmanjos. O interessante é que esse tipo de raciocínio não tem muito embasamento científico (se é que eu posso chamá-lo assim). O pensamento é bem simples... tem personagens coloridos e, muitas vezes, fofinhos? Então só serve para crianças. O fato de ter incorporado ao nome "desenho" e "animado" simplesmente remetem ao universo infantil.

A partir daí, tudo bem se não existe uma história inteligível, uma mensagem, uma trama que exija qualquer raciocínio. O ideal é que esse tipo de filme sirva a um único propósito, entreter. Tomar o tempo das crianças. Para que os pais tenham sossego.

Alguns ainda apontaram (num momento de puro devaneio freudiano, eu receio), que esse tipo de filme só agrada o público adulto por provocar as memórias de outrora. Ou, se preferir, faz com que você se sinta criança de novo.

Prefiro pensar o contrário de tudo isso. Também não é nenhum método matemático, mas me baseio em elementos históricos importantes. Primeiramente, devo destacar que essa associação de desenhos a crianças é feita por nós adultos e, mais do que isso, foi somente a partir dos anos 1980 que os grandes estúdios (ou outros interessados) passaram a investir em desenhos e animações para o público infantil. Muitas vezes por associação a brinquedos de sucesso.

Desde o início, quando os desenhos animados passaram a fazer parte das apresentações nos cinemas (mais ou menos final 1920), sempre foram voltados ao público adulto. Essa realidade só foi mudada com a criação de apresentações especiais para crianças, principalmente após o lançamento de Mickey Mouse (o Clube do Mickey), nos anos 1950, e mesmo assim, Walt Disney sempre diria que nunca havia pensado em produzir desenhos ou animações para crianças.

Tudo no roteiro de um desenho animado era dirigido aos adultos (e, em muitos casos, ainda é). O tipo de piada. O tipo de mensagem. O tipo de comportamento dos personagens. Era comum ver caracterizações do fumo ou da bebida, ou até mesmo de sexo. Mensagens políticas, de guerra, para que as pessoas gastassem mais (ou menos) dinheiro, enfim, um conteúdo nada infantil.

Claro que esse mercado mudou, e muito do que existe hoje é voltado para as crianças, mas como avaliar uma produção que utiliza referências de filmes antigos, para um público que deveria ser, ao menos de acordo com o pensamento de alguns, infantil? Não acho que isso seja possível, e acredito que ainda hoje, esse tipo de produção valorize muito mais o público adulto. Mesmo que "desenho animado" pareça coisa de criança. E você, leitor, o que pensa a respeito disso?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Encurralado



Esse surgiu do especial de 50 filmes que você deveria assistir antes de morrer, que é apresentado no canal TCM, e já está em dua quinta edição.

Comentava em outros dois posts meus (Enterrado Vivo e 127 horas) o poder aflitivo de um filme. Encurralado se encaixa nesse estilo de filme que causa aflição, é inquietante, nervoso, a ponto de deixar qualquer telespectador irritado. Por isso mesmo não é para qualquer audiência.

No filme, David Mann (Dennis Weaver) está dirigindo seu carro, atravessando a Califórnia. Quando ele tenta ultrapassar um caminhão-tanque, é ofendido pelo motorista. David não dá ouvidos e continua tentando ultrapassá-lo. A partir daí, tem início uma verdadeira guerra entre os dois. A história é contada do ponto de vista de David, mostrando os comentários que faz pra ele mesmo, enquanto vive essa situação.

Imagine só o transtorno desse camarada. E mais, imagine que o filme trata única e exclusivamente essa disputa entre motoristas. No deserto, onde uma vez ou outra cruzam um posto de gasolina, ou outro motorista que nem liga para a perseguição dos dois. E é assim o filme inteiro. Acontece que o filme é tão latente. Tão nervoso. Que você fica preso a toda loucura que existe no sentimento dos dois protagonistas.

Dizer também que são dois protagonistas é bondade demais. O foco principal é em David Mann, cuja história segue seu ponto de vista. No mais, apenas um esboço do motorista do caminhão, o vilão dessa trama absurda.

No mais, um filme extremamente normal, principalmente se considerarmos o ano de seu lançamento (1971). Nada de efeitos especiais magníficos. Nada de tomadas de perseguição invocadas. Apenas uma direção apurada (esse é o terceiro longa dirigido por Steven Spielberg), que faz com que o filme pareça ainda mais inquietante.

Não sei se é o tipo de filme a constar em uma lista pra se assistir antes de morrer, mas é um tipo de filme muito interessante, que apesar das suas limitações (por opção), consegue prender a atenção, e fazer com que o espectador faça parte do sofrimento de David Mann. Uma produção interessante, que vai muito além da sua simplicidade. Vale assistir, principalmente por efeito de curiosidade. É uma produção inquieta e que provoca inquietação.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Steven Spielberg
Elenco: Dennis Weaver, Jacqueline Scott, Eddie Firestone, Lou Frizzell, Gene Dynarski, Lucille Benson, Tim Herbert, Charles Seel, Shirley O'Hara.
Produção: George Eckstein
Roteiro: Richard Matheson
Fotografia: Jack A. Marta
Trilha Sonora: Billy Goldenberg
Duração: 90 min.
Ano: 1971
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal TV

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Contra o Tempo



A proposta de Contra o Tempo é muito interessante. Baseado em uma trama bastante atraente e que prende a atenção do espectador. O único senão, é a quantidade de idas e vindas, que tornam o filme previsível e repetitivo. Mesmo assim, ainda é uma excelente pedida, e um grande filme de ação.

O elenco também vai bem, principalmente por Jake Gyllenhaal e Michelle Monaghan. No mais, meros coadjuvantes de luxo (Vera Farmiga, por exemplo) que pouco acrescentam. Bons efeitos, cenas impressionantes de explosão (ou da mesma explosão), belas cenas, com fotografia de primeira.

O filme conta que em uma manhã, um soldado (Jake Gyllenhaal) acorda no corpo de um viajante desconhecido e, oito minutos depois do fato estranho, é testemunha da explosão de um trem. A missão desse soldado é descobrir o responsável pela explosão.

Não vou dizer que a história não exige um certo esforço por parte do espectador. Principalmente para aceitar os devaneios quanto a possibilidade de ir e vir no tempo, tomando a personalidade de alguém, e até alterando o rumo da história dos personagens. Mas isso não torna o filme um fiasco. Na verdade, é uma história atraente, com uma boa proposta e com boas doses de ação. Filme indicado para aquela sessão da tarde de sábado.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Duncan Jones
Elenco: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Russell Peters
Produção: Mark Gordon, Philippe Rousselet, Jordan Wynn
Roteiro: Ben Ripley
Fotografia: Don Burgess
Trilha Sonora: Chris Bacon
Duração: 93 min.
Ano: 2011
País: EUA, França
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Vendome Pictures / The Mark Gordon Company

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda 2



Pensei em escrever somente a respeito do Kung Fu Panda 2, quando percebi que seria muito melhor se escrevesse a respeito do primeiro episódio também, até para destacar as diferenças entre as duas produções. E, mais do que isso, para ilustrar a inusitada situação de a continuação ser melhor do que o primeiro episódio.

Surpresa total. Obviamente a segunda história é muito mais previsível, mas ao mesmo tempo, tem um apelo muito mais forte e valioso para a mensagem de fundo, que deixa o filme agradável e leve. Apesar de voltado às artes marciais, por incrível que pareça, a continuação de Kung Fu Panda é mais leve, mais superficial, mais tranquila. E por isso mesmo, melhor.

Tudo isso somado à grande qualidade da animação e à força dos seus personagens, o que torna o filme ainda mais divertido do que sua edição anterior. No caso dos personagens, mais destaque para o panda, protagonista, e sua história, dando detalhes que realmente importam. Na verdade, pouco me importa a tigresa ou o louva-a-deus, protagonistas secundários, na trama. Quero mesmo saber a respeito do panda que dá nome ao filme, e que no primeiro Kung Fu Panda, precisou dividir seu espaço com essa turma.

Nesse segundo filme, Po (voz original de Jack Black) agora é Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz juntamente com os Cinco Furiosos, seus amigos e colegas mestres do Kung Fu. Porém, surge um vilão que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser detida para conquistar a China e destruir o kung fu. Po terá de rever seu passado e descobrir os segredos de suas misteriosas origens e, assim, conseguir revelar a força que necessita para vencer.

O filme já mostrou sua força, tanto que se tornará série de TV, mas independente disso, achei importante as mudanças realizadas. Dando mais foco e profundidade à história, além de destacar o personagem que, de fato, faz a diferença. Dessa vez, uma excelente pedida para os admiradores da boa animação. Um filme que conseguiu superar o trauma da continuação e ser mlhor que seu original. Indicado para toda a família, esse é para assistir e repetir.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jennifer Yuh
Elenco: Vozes na versão original de Angelina Jolie, Seth Rogen, Gary Oldman, Jackie Chan, Jack Black, Jean-Claude Van Damme, Dustin Hoffman, Lucy Liu.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Trilha Sonora: John Powell, Hans Zimmer
Duração: 90 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda



Animação de primeira, personagens cativantes e engraçados, belos efeitos e uma trama interessantes, tudo isso seria mais do que suficiente para fazer de Kung Fu Panda um super filme. Mas, de verdade, não é bem o que acontece. Pode parecer um pecado mortal falar uma coisa assim, mas por toda a proposta da produção, eu esperava muito mais. Na verdade, sinto que a grande falha do filme foi a de não explorar ainda mais a força dos seus personagens, em uma história ainda mais profunda, com uma mensagem de muito mais valor.

Perto de tantas outras animações, não consegui ficar satisfeito com Kung Fu Panda. Acredito mesmo que não alcancei a "liga" necessária com o filme, e me desapontei com pequenos detalhes. Falarei a respeito da sequência no post de amanhã, e acredito que isso foi corrigido, em um filme com muito mais valor.

Na verdade, como já destaquei, Kung Fu Panda tem todos os elementos que fariam dele uma grande pedida. A animação é de primeiríssima qualidade. Muito realismo e detalhes. Efeitos deslumbrantes, em uma produção que tem a intenção de homenagear os filmes de artes marciais dos anos 1960/1970.

Destaque também para os personagens, super cativantes e engraçados. Pelo menos a maioria deles. O panda protagonista é super divertido e atraente. Um ponto extra para a produção, que se perde um pouco em algumas explicações desnecessárias e que deixam o filme um tanto previsível.

No filme, o irreverente e preguiçoso panda chamado Po (Jack Black) é o único capaz de salvar o Vale da Paz do vilão Tai Lung (McShane), um poderoso leopardo das neves. Com os ensinamentos de Shifu (Dustin Hoffman), Po se torna um grande mestre do Kung Fu, à semelhança do Mestre Macaco (Jackie Chan), um exímio guerreiro que é tudo o que o panda quer ser.

Uma produção interessante, mas que apesar da qualidade e do apelo de seus personagens, independente da bela homenagem aos filmes de lutas, não consegue ser destaque. Como entretenimento, é divertido e engraçadinho, mas não consegue alcançar a força e o destaque de outras animações com muito menos expressão. É um belo filme, e tem tudo para agradar a criançada pelo tom super colorido e a gama variada de animais combinados, mas não se compara a outros do mesmo estilo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Osborne, John Stevenson
Elenco: Vozes na versão original de: Jackie Chan, Jack Black, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane, Angelina Jolie e David Cross.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Fotografia: Yong Duk Jhun
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 100 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O Clube dos Cafajestes



Esse filme, mais de 30 anos após seus lançamento, pode significar pouca coisa, mas muitos já se espelharam (ou ao menos tentaram) em sua história absurda, mas ainda assim, muito engraçada. Estudantes, abusados e com comportamento pouco usuais já serviram de pano de fundo para inúmeras produções. Mas dificilmente conseguiram chegar aos pés de O Clube dos Cafajestes.

A trama em si já é batida, e mesmo o comportamento dos seus protagonistas, com muito sexo, drogas e rock'n roll, já não são nenhuma novidade. E a questão aqui nem é quanto a qualidade da história, que pouco acrescenta, e pode até ser chamada de previsível. O que mais merece destaque, é o elenco de estrelas, muitas que ainda despontavam, e que reunidos, conseguem dar um extra ao filme.

Tom Hulce, Stephen Furst, Mark Metcalf, Kevin Bacon, John Belushi, Bruce Bonnheim, Karen Allen, Donald Sutherland, entre outras estrelas clássicas do cinema e da comédia, são sensacionais. Tanto, que o elenco trabalha com uma naturalidade incomum, tornando a história ainda mais agradável, por mais incomum que tudo aquilo possa ser e parecer.

No mais, uma bela direção de John Landis, que deixou o filme fluir, sem se prender a detalhes desnecessários ou falatórios sem importância. A seleção musical também é muito acima da média. com clássicos, de muita qualidade, do rock.

O filme conta que em 1962, durante a época de universidade, os quatro camaradas Bluto (John Belushi), Otter (Tim Matheson), Pinto (Tom Hulce) e Flounder (Stephen Furst) abrem seu caminho acadêmico com um comportamento pra lá de ultrajante em meio às fraternidades que habitam o campus do Faber College.

Uma comédia com estilo pra lá de imitado, mas que ainda desponta como pioneira. Um elenco de muita qualidade, e uma trilha sonora pra lá de extravagante. Só isso já é suficiente para fazer desta bela produção, uma seleção imperdível para quem curte cinema de verdade, com qualidade. É provável que você compare o roteiro a muitos outros, mas dificilmente um filme desse estilo conseguiu ser tão bom. Para assistir e ter sempre na coleção.

FICHA TÉCNICA
Diretor: John Landis
Elenco: Tom Hulce, Stephen Furst, Mark Metcalf, Mary Louise Weller, Martha Smith, James Daughton, Kevin Bacon, John Belushi, Douglas Kenney, Chris Miller, Bruce Bonnheim, Karen Allen, Tim Matheson, Peter Riegert, James Widdoes
Produção: Ivan Reitman, Matty Simmons
Roteiro: Harold Ramis, Douglas Kenney, Chris Miller
Fotografia: Charles Correll
Trilha Sonora: Elmer Bernstein
Duração: 109 min.
Ano: 1978
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quero matar meu chefe



Quero matar meu chefe aposta em fazer piada com um problema da sociedade moderna, as crises existenciais na relação entre líderes corporativos e seus subordinados. Por isso mesmo, o filme tem tudo para agradar todos aqueles que sempre sonharam em uma situação semelhante. Brincadeiras à parte, o filme não é nenhum primor, mas está muito acima da média de muita comédia metida a bacana dos últimos tempos.

O filme tem muitos momentos divertidos, e cumpre com maestria o prometido, entretem com sucesso seu espectador. Por isso mesmo, a história, apesar de ter alguns pontos previsíveis, pouco importa. A ideia aqui é a de colocar os protagonistas em situações pouco usuais na convivência com os seus chefes.

O elenco vai bem. Jason Bateman, (novamente lado a lado com) Jennifer Aniston, Jason Sudeikis, Charlie Day, Kevin Spacey, Jamie Foxx e até Colin Farrell, surpreendem, e criam uma atmosfera bem funcional entre todos eles.

O filme é centrado em três melhores amigos (Jason Sudeikis, Charlie Day e Jason Bateman) que, frustrados por seus trabalhos, chegaram à conclusão que a única solução é matar os seus respectivos chefes.

Não é um marco do cinema, mas é divertido na medida certa, com garantia de boas risadas. Bons atores, boa trama, boa dinâmica e, acima de tudo, bom entretenimento. Muito acima da qualidade de muitos filmes metidos a comédia nos últimos tempos. Também apela para alguns detalhes escatológicos, mas em proporções muito menores do que as de muitas outras produções.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Seth Gordon
Elenco: Jason Sudeikis, Jennifer Aniston, Jason Bateman, Colin Farrell, Julie Bowen, Kevin Spacey, Charlie Day, Jamie Foxx, John Francis Daley, Julie Brown
Produção: John Cheng
Roteiro: John Francis Daley
Fotografia: David Hennings
Trilha Sonora: Dana Sano
Duração: 98 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: New Line Cinema
Classificação: 14 anos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda 2 lidera indicações ao Annie Awards



A International Animated Film Society apresentou nesta segunda-feira (5/12) a lista de filmes indicados ao Annie Awards, considerado o Oscar da animação. Kung Fu Panda 2, animação da Dreamworks, liderou as indicações ao evento.

A animação que mostra o urso panda lutador de artes marciais foi indicada 12 vezes, inclusive ao prêmio de Melhor Filme. Gato de Botas, também da Dreamworks, ficou logo atrás, com nove. O mesmo número foi alcançado por Rango, filme em que Johnny Depp dubla um camaleão em crise de identidade.

Batalham ainda pelo prêmio principal outras sete animações, além das três apresentadas até agora: As Aventuras de TIntim: O Segredo do Licorne, Um Gato em Paris, Operação Presente, Wrinkles, Carros 2, Chico e Rita e Rio.

Nesta edição, o número de categorias chegou a 28, contando com uma extensa lista de indicados.

A 39ª edição do Annie Awards acontece em 4 de fevereiro de 2012, na Califórnia, Estados Unidos.

Veja a lista completa (em inglês) dos indicados:

Best Animated Feature
• A Cat in Paris – Folimage
• Arrugas (Wrinkles) - Perro Verde Films, S.L.
• Arthur Christmas – Sony Pictures Animation, Aardman Animations
• Cars 2 – Pixar Animation Studios
• Chico & Rita – Chico & Rita Distribution Limited
• Kung Fu Panda 2 – DreamWorks Animation
• Puss In Boots – DreamWorks Animation
• Rango – Paramount Pictures and Nickelodeon Movies present A Blind Wink/GK Films Production
• Rio – Blue Sky Studios
• Tintin – Amblin Entertainment, Wingnut Films and Kennedy/Marshall

Annie Award for Best Animated Special Production
• Adventure Time: Thank You – Cartoon Network Studios
• Batman: Year One – Warner Bros. Animation
• Ice Age: A Mammoth Christmas – Blue Sky Studios
• Kung Fu Panda – Secrets of the Masters – DreamWorks Animation
• Prey 2 – Blur Studio
• Star Tours – Industrial Light & Magic

Best Animated Short Subject
• Adam and Dog – Minkyu Lee
• I Tawt I Taw A Puddy Tat – Warner Bros. Animation
• La Luna – Pixar Animation Studios
• (Notes on) Biology – Ornana Films
• Paths of Hate – Platige Image
• Sunday – National Film Board of Canada
• The Ballad of Nessie –Walt Disney Animation Studios
• The Girl and the Fox – Base14
• Wild Life – National Film Board of Canada and Studio GDS

Best Animated Television Commercial
• Audi “Hummingbird” – The Mill
• Geico “Foghorn” – Renegade Animation
• McDonald’s “Apple Tree”– Duck Studios/Kompost
• McDonald’s “Suzi Van Zoom” – Duck Studios/Kompost
• Norton “Stuff”– Psyop
• O2 “Niggles & Narks” –The Mill
• Statoil “Good Night” – Studio AKA
• “The Pirate” – Meindbender
• Twinings “Sea” – Psyop

Best General Audience Animated TV Production
• Archer – FX Productions
• Green Lantern: The Animated Series – Warner Bros. Animation
• Hoops & YoYo Ruin Christmas – Hallmark
• MAD – Warner Bros. Animation
• Mary Shelley’s Frankenhole Season 2 – Starburns Industries, Inc.
• Prep & Landing: Naughty vs. Nice – Walt Disney Animation Studios
• Star Wars: The Clone Wars – Lucasfilm Animation, Ltd.
• The Simpsons – Gracie Films

Best Animated Television Production - Preschool
• Chuggington – Ludorum plc
• Disney Jake and the Never Land Pirates – Disney Television Animation
• Disney Mickey Mouse Clubhouse – Disney Television Animation
• The WotWots Season 2 – Pukeko Pictures

Best Animated Television Production – Children
• Fanboy and Chum Chum – Nickelodeon and Frederator
• Kung Fu Panda – Nickelodeon and DreamWorks Animation
• Penguins of Madagascar – Nickelodeon and DreamWorks Animation
• The Amazing World of Gumball – Cartoon Network in Association with Dandelion Studios, Boulder Media & Studio Soi

Best Animated Video Game
• Bumpy Road – Simogo
• Catherine – Atlus
• Gears of War 3 – Epic Games
• Gesundheit – Konami Digital Entertainment
• Ghost Trick: “Phantom Detective” – Capcom
• Insanely Twisted Shadow Planet – Shadow Planet Productions, Gagne/Fuelcell
• Ratchet and Clank: All 4 One – Insomniac Games
• Rayman Origins – Ubisoft Montpellier
• Uncharted 3: Drake’s Deception – Naughty Dog

INDIVIDUAL ACHIEVEMENT CATEGORIES___________________

Animated Effects in an Animated Production
• Can Yuksel “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• Chase Cooper “Rango” – Industrial Light & Magic
• Dan Lund “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• Dave Tidgwell “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Eric Froemling “Cars 2” – Pixar Animation Studios
• Jason Mayer “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Joel Aron “Star Wars: The Clone Wars” – Lucasfilm Animation, Ltd.
• Jon Reisch “Cars 2” – Pixar Animation Studios
• Kevin Romond “Tintin” – Amblin Entertainment, Wingnut Films and Kennedy/Marshall
• Willi Geiger “Rango” – Industrial Light & Magic

Animated Effects in a Live Action Production
• Branko Grujcic “Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides”– Industrial Light & Magic
• Florent Andarra “Transformers: Dark of the Moon” – Industrial Light & Magic
• Gary Wu “Cowboys & Aliens”– Industrial Light & Magic
• Lee Uren “Cowboys & Aliens” – Industrial Light & Magic

Character Animation in a Television Production
• Chad Sellers “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios
• Michael Franceschi “Kung Fu Panda” – Nickelodeon
• Rebecca Wilson Bresee “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios
• Sihanouk Mariona “Mary Shelley’s Frankenhole Season 2” – Starburns Industries, Inc.
• Tony Smeed “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios

Character Animation in a Feature Production
• Andreas Deja “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• Dan Wagner “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Jeff Gabor “Rio” – Blue Sky Studios
• Mark Henn “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• Olivier Staphylas “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• Patrik Puhala “Rio” – Blue Sky Studios
• Pierre Perifel “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation

Character Animation in a Live Action Production
• Andy Arnett “HOP” – Rhythm & Hues, Illumination Entertainment
• David Lowry “Paul” – Double Negative Visual Effects for Universal Productions/ Relativity Media/Working Title Films/Big Talk Productions
• Eric Reynolds “Rise of the Planet of the Apes” – 20th Century Fox
• Mike Hull “Paul” – Double Negative Visual Effects for Universal Productions/Relativity Media/Working Title Films/Big Talk Productions

Character Design in a Television Production
• Bill Schwab “Prep & Landing” – Walt Disney Animation Studios
• Carl Raggio “Disney Kick Buttowski” – Disney Television Animation
• Chad Hurd “Archer” – FX Productions
• Chris Battle “Dan Vs.” – Starz Film Roman
• Eric Robles “Fanboy and Chum Chum” – Nickelodeon & Frederator
• Gordon Hammond “TUFF Puppy” – Nickelodeon
• Mike Dougherty “TUFF Puppy” – Nickelodeon
• Robert Ryan Cory “Secret Mountain Fort Awesome” – Cartoon Network Studios

Character Design in a Feature Production
• Jay Shuster “Cars 2” – Pixar Animation Studios
• Mark “Crash” McCreery “Rango” – Paramount Pictures and Nickelodeon Movies present A Blind Wink/GK Films Productions
• Patrick Mate “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• Peter de Seve “Arthur Christmas” – Sony Pictures Animation, Aardman Animations
• Sergio Pablos “Rio” – Blue Sky Studios

Directing in a Television Production
• Brian Sheesley “Dan Vs.” – Starz Film Roman
• Chris Savino & Clay Morrow “Disney Kick Buttowski” – Disney Television Animation
• Dan Riba “Ben 10 Ultimate Alien” – Cartoon Network Studios
• Duke Johnson “Community” – 23 D Films, Inc.
• Gabe Swarr “Kung Fu Panda” – Nickelodeon
• Ken Bruce “TUFF Puppy” – Nickelodeon
• Kevin Deters & Stevie Wermers-Skelton “Prep & Landing: Naughty vs. Nice”– Walt Disney Animation Studios
• Matthew Nastuk “The Simpsons” – Gracie Films
• Mic Graves & Ben Bocquelet “The Amazing World of Gumball” – Cartoon Network Europe in association with Dandelion Studios, Boulder Media & Studio Soi
• Peter Hausner “Ninjago: Masters of Spinjitzu” – Wil Film
• Steve Loter, Christo Stamboliev, Shaun Cashman, David Knott “Penguins of Madagascar” – Nickelodeon and Technicolor
• Tony Craig “Hoops & YoYo Ruin Christmas” – Hallmark

Directing in a Feature Production
• Carlos Saldahna “Rio” – Blue Sky Studios
• Chris Miller “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• Don Hall & Stephen Anderson “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• Gore Verbinski “Rango” – Paramount Pictures and Nickelodeon Movies present a Blind Wink/GK Films Productions
• Jennifer Yuh Nelson “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Kelly Asbury “Gnomeo & Juliet” – Touchstone Pictures

Music in a Television Production
• Adam Berry, Bob Schooley, Mark McCorkle “Penguins of Madagascar” – Nickelodeon and Technicolor
• Ben Locket “The Amazing World of Gumball” – Cartoon Network Europe in association with Dandelion Studios, Boulder Media & Studio Soi
• Frederik Wiedmann “Green Lantern The Animated Series” – Warner Bros. Animation
• Grace Potter, Michael Giacchino “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios
• Joel McNeely, Brendan Milburn and Valerie Vigoda “Pixie Hollow Games”– DisneyToon Studios
• Kevin Kliesch “Thundercats” – Warner Bros. Animation and Cartoon Network
• Shawn Patterson, Zeb Wells “Robot Chicken” – ShadowMachine and Stoopid Monkey in association with Adult Swim

Music in a Feature Production
• Henry Jackman “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• John Williams “Tintin” – Amblin Entertainment, Wingnut Films and Kennedy/Marshall
• Mikael Mutti, Siedah Garrett, Carlinhos Brown, Sergio Mendes, John Powell, “Rio” – Blue Sky Studios
• Zooey Deschannel, Kristen Anderson-Lopez, Henry Jackman, Robert Lopez “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios

Production Design in a Television Production
• Mark Bodnar, Chris Tsirgiotis, Sue Mondt and Daniel Elson “Secret Mountain Fort Awesome” – Cartoon Network Studios
• Peter Martin “Hoops & YoYo Ruin Christmas” – Hallmark

Production Design in a Feature Production
• Harley Jessup “Cars 2” – Pixar Animation Studios
• Paul Felix “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• Raymond Zilbach “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Tom Cardone, Kyle MacNaughton & Peter Chan “Rio” – Blue Sky Studios

Storyboarding in a Television Production
• Barry W. Johnson “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios
• Benton Connor “Regular Show” – Cartoon Network Studios
• Brian Kesinger “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios
• Dave Thomas “TUFF Puppy” – Nickelodeon
• Fred Gonzalez “TUFF Puppy” – Nickelodeon
• Joe Mateo “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios
• Justin Nichols “Fanboy & Chum Chum” – Nickelodeon & Frederator
• Katie Rice “Fanboy & Chum Chum”– Nickelodeon & Frederator
• Rebecca Sugar “Adventure Time” – Cartoon Network Studios

Storyboarding in a Feature Production
• Bob Logan “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• Delia Gosman “Rango” – Paramount Pictures & Nickelodeon Movies present A Blind Wink/GK Films Production
• Gary Graham “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Jeremy Spears “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• Josh Hayes “Rango” – Paramount Pictures & Nickelodeon Movies present A Blind Wink/GK Films Production
• Kris Pearn “Arthur Christmas” – Sony Pictures Animation, Aardman Animations
• Nelson Yokota “Gnomeo and Juliet” – Touchstone Pictures
• Philip Craven “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Scott Morse “Cars 2” – Pixar Animation Studios

Voice Acting in a Television Production
• Carlos Alazraqui as Denzel Crocker “Fairly OddParents” – Nickelodeon
• Dan Harmon as Jekyll “Mary Shelley’s Frankenhole Season 2” – Starburns Industries, Inc.
• Daran Norris as Cosmo “Fairly OddParents” – Nickelodeon
• Dee Bradley Baker as Clone Troopers “Star Wars: The Clone Wars”– Lucasfilm Animation, Ltd.
• Diedrich Bader as Batman “Batman: The Brave and the Bold” – Warner Bros. Animation
• H. Jon Benjamin as Sterling Archer “Archer” – FX Productions
• Jeff Bennett as Kowalski “Penguins of Madagascar” – Nickelodeon and Technicolor
• Jeff B. Davis as Victor Frankenstein “Mary Shelley’s Frankenhole Season 2” – Starburns Industries, Inc.
• Jessica Walter as Malory Archer “Archer” – FX Productions
• Judy Greer as Cheryl Tunt “Archer” – FX Productions
• Logan Grove as Gumball “The Amazing World of Gumball” – Cartoon Network Europe in association with Dandelion Studios, Boulder Media & Studio Soi
• Nika Futterman as Asajj Ventress “Star Wars: The Clone Wars” – Lucasfilm Animation, Ltd.
• Scott Adsit as the Creature “Mary Shelley’s Frankenhole Season 2” – Starburns Industries, Inc.
• Tara Strong as Timmy Turner “Fairly OddParents – Operation: Dinkleberg” – Nickelodeon

Voice Acting in a Feature Production
• Ashley Jensen as Bryony “Arthur Christmas” – Sony Pictures Animation, Aardman Animations
• Bill Nighy as Grandsanta “Arthur Christmas” – Sony Pictures Animation, Aardman Animations
• Gary Oldman as Shen “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• James Hong as Mr. Ping “Kung Fu Panda 2” DreamWorks Animation
• Jemaine Clement as Nigel “Rio” – Blue Sky Studios
• Jim Cummings as Featherstone “Gnomeo and Juliet” – Touchstone Pictures
• Zach Galifianakis as Humpty Alexander Dumpty “Puss In Boots” – DreamWorks Animation

Writing in a Television Production
• Blake Lemons, William Reiss, C.H. Greenblatt, Derek Evanick, Diana Lafyatis, Neil Graf “Disney Fish Hooks – Fish School Musical” – Disney Television Animation
• Carolyn Omine “The Simpsons -Treehouse of Horror XXII” – Gracie Films
• Dani MIchaeli, Sean Charmatz, Nate Cash, Luke Brookshier, Paul Tibbitt “SpongeBob SquarePants - Patrick’s Staycation” – Nickelodeon
• Josh Weinstein “Futurama - All The President’s Heads” – The Curiosity Company in association with 20th Century Fox Television
• Kevin Sullivan, Will Schifrin, Ray DeLaurentis “TUFF Puppy Thunder Dog” – Nickelodeon
• Matt Maiellaro, Dave Willis “Aqua Unit Patrol Squad 1 – The Creditor” – Williams Street Studios, Adult Swim
• Ray DeLaurentis, Will Schifrin, Kevin Sullivan “Fairly OddParents “Invasion of the Dads” – Nickelodeon
• Steve Wermers-Skelton, Kevin Deters “Prep & Landing: Naughty vs. Nice” – Walt Disney Animation Studios

Writing in a Feature Production
• Andy Riley, Kevin Cecil, Mark Burton, Kathy Greenburg, Emily Cook, Rob Sprackling, John R. Smith, Kelly Asbury, Steve Hamilton “Gnomeo & Juliet” – Touchstone Pictures
• Brian Kesinger, Kendelle Hoyer, Don Dougherty, Clio Chang, Don Hall, Stephen Anderson “Winnie The Pooh” – Walt Disney Animation Studios
• John Logan, Gore Verbinski and James Byrkit “Rango” – Paramount Pictures and Nickelodeon Movies present A Blind Wink/GK Films Productions
• Sarah Smith, Peter Baynham “Arthur Christmas” – Sony Pictures Animation, Aardman Animations
• Steve Moffat, Edgar Wright, Joe Cronish “Tintin”– Amblin Entertainment, Wingnut Films and Kennedy/Marshall

Editing in Television Production
• Garret Elkins “Mary Shelley’s Frankenhole Season 2” – Starburn Industries, Inc.
• Hugo Morales, Davrick Waltjen, Adam Arnold “Kung Fu Panda” Nickelodeon
• Jason W.A. Tucker “Star Wars: The Clone Wars” – Lucasfilm Animation, Ltd.
• Paul D. Calder “Futurama” – The Curiosity Company in association with 20th Century Fox Television
• Ted Machold, Jeff Adams, Doug Tiano, Bob Tomlin “Penguins of Madagascar” – Nickelodeon and Technicolor

Editing in a Feature Production
• Clare Knight, A.C.E. “Kung Fu Panda 2” – DreamWorks Animation
• Craig Wood, A.C.E. “Rango” – Paramount Pictures and Nickelodeon Movies present A Blind Wink/GK Films Productions
• Eric Dapkewicz “Puss In Boots” – DreamWorks Animation
• Michael Kahn “Tintin”– Amblin Entertainment, Wingnut Films and Kennedy/Marshall
• Stephen Schaffer, A.C.E. “Cars 2” – Pixar Animation Studios

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Brüno



Sacha Baron Cohen não é um cara fácil, e Bruno, assim como Borat, não é o tipo de filme indicado para todos os espectadores. A ideia geral é a de colocar não só o dedo, mas a mão inteira na ferida, causando um desconforto muito grande em seus espectadores. O filme abusa do humor negro, mais escrachado e tenta fazer uma crítica ao comportamento homofóbico existente na sociedade.

O filme segue uma linha parecida com a de um documentário. Ao menos a estrutura visual e de narrativa são muito parecidas com desse formato. Mas o lado "jornalístico" se encerra por aí. A história abusa para criar situações constrangedoras para os desafortunados que caíram na rede de Sacha.

O resultado disso é uma trama cheia de tons mais ácidos, que muito além do protesto (se é que podemos chamar assim), lança um olhar sobre o comportamento dito conservador dentro da sociedade americana.

No filme, o comentarista de moda austríaco Bruno leva seu programa de TV para os Estados Unidos. Pouco tempo depois, ele inicia uma corrida para virar celebridade, surpreendendo as pessoas à sua volta e colocando-as em situações desconfortáveis.

Uma produção inquietante, inteligente, abusada e fora do comum. Isso, pra dizer o mínimo. Não é o tipo de comédia que se ri o tempo todo. Na verdade, o filme exige que as pessoas achem graça de coisas que são comumente encontradas em qualquer sociedade. Exige um esforço do espectador, pelo peso dado às situações ou, mais do que isso, ao tipo de piada que se tenta fazer com determinadas passagens. Um filme interessante, mas se o você não curte humor ácido, ou pessoas em situações (muito) embaraçosas, fique longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Dan Mazer
Elenco: Sacha Baron Cohen, Gustaf Hammarsten, Alice Evans, Candice Cunningham, Trishelle Cannatella, Sandra Seeling, Ben Youcef, Todd Christian Hunter.
Produção: Sacha Baron Cohen, Monica Levinson, Dan Mazer, Jay Roach
Roteiro: Jeff Schaffer
Fotografia: Anthony Hardwick, Wolfgang Held
Trilha Sonora: Erran Baron Cohen
Duração: 83 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Media Rights Capital / Four by Two / Everyman Pictures
Classificação: 18 anos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Desinformante



Aqui está um tipo de filme para aqueles que buscam uma história mais complexa, pesada, repleta de detalhes e informações. O Desinformante capricha na profundidade do seu roteiro, criando um clima em que muitas vezes não se percebe o que é verdade ou mentira, e quando se percebe, lá vem outra avalanche de informações.

Se por um lado o filme segue uma linha de investigação interessante, por outro o filme pode ser bastante cansativo pelos escessos. Diálogos incessantes, detalhes e mais detalhes, tudo para deixar o espectador com a sensação que faz parte da trama. Se a ideia parece interessante, e apesar do roteiro inteligente, a prática pode não ser tão positiva. O filme segue uma linha exagerada, que em alguns momentos faz com que questionemos a própria história.

O filme tem cara de anos 1960/1970. Com uma fotografia cujo aspecto evidencia bastante esse detalhe. E o elenco é bastante rico, com boas atuações, principalmente do seu protagonista, Matt Damon.

No filme, Mark Whitacre (Matt Damon) é um executivo em rápida ascensão na gigante empresa da agroindústria Archer Daniels Midland. De repente, ele torna-se um informante do governo. Mesmo delatando ao FBI a conspiração para formação de cartel por parte da multinacional onde trabalha, Whitacre acredita que será transformado em herói da população e promovido na empresa. Porém, antes que tudo isso se concretize, o FBI precisa de provas, então, Whitacre, entusiasmado, concorda em usar um microfone escondido e levar um gravador na pasta, imaginando-se uma espécie de agente secreto.

Particularmente, achei o filme bastante cansativo, apesar de destacar o papel de Damon. Um roteiro cheio de detalhes exigirá máxima atenção do espectador. É um filme de extremos. Se faz seu estilo, tem tudo para agradar, mas se não faz, tem tudo para tomar seu tempo e não entreter nada nem ninguém. É um filme interessante, inteligente, que vale esse esforço.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Steven Soderbergh
Elenco: Matt Damon, Melanie Lynskey, Scott Bakula, Frank Welker, Patton Oswalt, Joel McHale, Thomas F. Wilson.
Produção: Howard Braunstein, Jennifer Fox, Gregory Jacobs, Michael Jaffe
Roteiro: Scott Z. Burns
Fotografia: Steven Soderbergh
Trilha Sonora: Marvin Hamlisch
Duração: 108 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Policial
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / Participant Media / Groundswell Productions / Section Eight / Jaffe/ Braunstein Enterprise
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

As Férias de Mr. Bean



Aproveitando o gancho de filmes toscos do último post, encaixo aqui um vídeo que só não é mais tosco por falta de espaço, e que nem por isso deixa de ser divertido. Na verdade, é isso mesmo que o deixa engraçado, a falta de compromisso com qualquer detalhe sério que seja. Vi algumas opiniões contrárias a filmes de Rowan Atkinson, o Mr. Bean, mas vamos pensar no seguinte, você já chegou em casa depois de trabalhar pra caramba durante o dia todo, tomou porrada no ônibus, bronca do chefe, foi mordido pelo cachorro, e a única coisa que quer é assistir um filme sem conteúdo nenhum, só pelo gosto de dar boas risadas? Pois é esse o caminho de As Férias de Mr. Bean.

Nada faz sentido, e a ideia geral é essa mesmo. O personagem caricato não precisa de muitas explicações nem efeitos visuais fantásticos. É o tipo de filme que o todo importa menos do que as situações cômicas que seguem.

E nem por isso o filme é ruim. Belas locações, com uma qualidade de fotografia muito acima da média (ao menos para o filme anterior ou episódios da série de Mr. Bean), e um elenco que acompanha bem o insano Rowan. Nada além disso. Cru, tosco, mas divertido na medida certa.

No filme, Mr. Bean (Rowan Atkinson) ganha em uma rifa uma filmadora e uma semana de férias no sul da França. Durante a viagem ele pede a um passageiro que o filme embarcando. O trem parte e Bean fica com o filho dele, o que o faz ir até a polícia.

Acho que é o tipo de produção que se encaixa bem no estilo de cine trash. Sem sentido, com uma história leve e descompromissada, mas que entrega toda a diversão necessária para agradar o espectador. A menos que você realmente queira um filme mais cabeça, e nada de tiradas cômicas mais absurdas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Steve Bendelack
Elenco: Rowan Atkinson, Max Baldry, Emma de Caunes, Willem Dafoe, Jean Rochefort, Karel Roden, Pierre-Benoist Varoclier.
Produção: Peter Bennet-Jones, Eric Fellner, Tim Bevan
Roteiro: Richard Curtis, Robin Driscoll, Simon McBurney, Hamish McColl
Fotografia: Baz Irvine
Trilha Sonora: Howard Goodall
Duração: 90 min.
Ano: 2007
País: Reino Unido
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Malditas Aranhas!



Esse é das antigas, mas quem já viu essa pérola dos vídeos também deve sentir falta dessas produções mais trashes que pululavam em nossas TVs anos atrás. Apesar do nome, Malditas Aranhas é uma comédia muito divertida, e acima de tudo, tosca do começo ao fim. Nada daqueles filmes que prometem uma coisa e cumprem outra. Aqui logo fica claro que as coisas não são muito sérias.

Por isso mesmo, não existe muita preocupação com a produção do filme. O elenco é desequilibradamente equilibrado, ou seja, funciona para o tipo de história sem sentido que é apresentada. Nada de efeitos deslumbrantes, tomadas exóticas e fora de série. Tudo é muito básico, como se fosse um filme antido de terror.

Na questão da história, nenhuma surpresa. O próprio título já entrega o que vem por aí. Muitas aranhas, de todos os tamanhos e formatos, todas com apenas um própósito... tentar conquistar o mundo. Ao menos as situações são muito divertidas. Nada de sustos descabidos, apenas acontecimentos inusitados envolvendo aranhas.

No filme, em uma pequena cidade, uma variedade de aranhas venenosas é exposta a um produto químico altamente nocivo, fazendo com que elas cresçam em uma proporção monstruosa. Diante dessa situação, o engenheiro Chris McCormack (David Arquette) e o xerife Sam Parker (Kari Wuhrer) se unem e passam a liderar um eclético grupo de moradores da cidadezinha, que inclui desde os filhos do policial, Mike (Scott Terra) e Ashley (Scarlett Johansson), e o locutor de rádio Harlan (Doug E. Doug). Agora essa turma terá de combater os sanguinários aracnídeos e reestabelecer a paz na cidade. Dos mesmos produtores de Independence Day e Godzilla.

Um filme fora da realidade, que não precisa de muito esforço para divertir. Não é nenhum filme fantástico, e a graça está aí. Um filme que lembra o terror B dos anos 1980. Sem nenhuma vergonha. Talvez não seja a produção ideal para todos os gostos, mas se você procura um filme sem sentido, que diverte, independente da profundidade da sua história, então Malditas Aranhas tem tudo para agradar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ellory Elkayem
Elenco: David Arquette, Kari Wuhrer, Scott Terra, Scarlett Johansson, Doug E. Doug, Leon Rippy, Rick Overton, Matt Czuchry.
Produção: Dean Devlin, Roland Emmerich
Roteiro: Ellory Elkayem, Jesse Alexander
Fotografia: John S. Bartley
Trilha Sonora: John Ottman
Duração: 99 min.
Ano: 2002
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Bolt



Mais uma animação deliciosa. Diversão na medida certa e entretenimento garantido para toda a família. História atraente, qualidade gráfica excepcional (muito além de muitas outras animações), talvez até pela preocupação em distribuir o filme em 3D, e personagens extremamente atraentes.

A combinação desses elementos resulta em um filme de alta qualidade. O roteiro é muito inteligente, com uma mensagem de fundo que não apela para o sentimentalismo exagerado. A trama tem de tudo, e não pode ser chamada de previsível em nenhum momento. Talvez a variação da narrativa em alguns momentos (principalmente após a metade, quando o filme vem em uma velocidade e diminui para preparar para o fim) pode ser considerado um pouco cansativo, mas isso acontece em apenas algumas passagens, e não estraga o resultado final.

Destaque mesmo para o trio de personagens. Não só o cachorro e a gata são super divertidos, mas quando a eles se junta o ratinho Rhino, a risada é garantida. Nesse ponto, tanto a versão legendada quanto a dublada se equivalem.

No filme, Bolt é um pastor alemão que sempre viveu dentro de um programa de TV, onde acredita ter super-poderes. Quando, por acidente, ele é separado do programa, acaba se envolvendo em uma trama onde percebe não ter super poderes, mas nem por isso deixa de ser um herói.

O filme tem tudo para agradar a todos os espectadores, mas é um estilo de animação mais voltado ao público infantil. Mas isso não tira nada da qualidade do filme. Especial pelo esmero na sua qualidade gráfica, pela história, e pelos personagens divertidíssimos. Uma bela animação que cumpre muito bem o prometido. Diversão e entretenimento na medida certa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Byron Howard, Chris Williams
Elenco: Vozes na versão original: Miley Cyrus, John Travolta, Nick Swardson, Malcolm McDowell.
Produção: Clark Spencer
Roteiro: Chris Sanders
Fotografia: - animação -
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 99 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Cidade das Sombras



Mais um filme muito bom, mas que não recebeu o merecido destaque das TVs ou cinemas. Com uma trama atual, um roteiro inteligente e surpreendente, o elenco tem personagens envolventes, e o conjunto visual dá bem a impressão de um ambiente apocalíptico ou em crise por causa de recursos.

O roteiro parece acelerar aos poucos, mas nem por isso fica cansativo. Ele não exagera na dose. Tem um início mais descritivo, mas quando você percebe, já está envolvido e quer saber o que virá a seguir. Tudo caminha para uma aventura instigante e uma solução surpreendente.

O elenco, repleto de novos talentos, surpreende e não deixa o conjunto mais fraco. Todos vão bem e criam personagens envolventes, que dão mais valor à produção. O filme se completa com boas doses de mistério e boas cenas de perseguição.

O filme conta que por várias gerações, a população da cidade de Ember tem prosperado num fantástico mundo de luzes brilhantes. De repente, um dos geradores de força começa a falhar e as lâmpadas que iluminam a cidade passam a piscar. É quando dois adolescentes iniciam uma corrida contra o tempo para descobrir pistas que irão revelar antigos mistérios sobre a existência de Ember e ajudar a os cidadãos da cidade a escapar da escuridão eterna.

Uma excelente pedida. Inteligente. Uma história com uma moral super atual e válida. Elenco atraente. Equilibrado e empolgante. Grande pedida para quem procura um filme que abandona a mesmice do gênero. Com certeza, tem tudo para agradar a todo tipo de espectador. Grande produção!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gil Kenan
Elenco: Saoirse Ronan, Bill Murray, Tim Robbins, Mackenzie Crook, Martin Landau, Toby Jones, Mary Kay Place, Marianne Jean-Baptiste, Harry Treadaway, Liz Smith, Lucinda Dryzek, Kate Dickie, Simon Kunz, Frankie McCafferty, Ian McElhinney.
Produção: Gary Goetzman, Tom Hanks
Roteiro: Caroline Thompson, Jeanne Duprau
Fotografia: Xavier Pérez Grobet
Trilha Sonora: Andrew Lockington
Duração: 95 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walden Media

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um faz de conta que acontece



Filmes infantis, geralmente, são aqueles que a criança gosta de repetir, decorar as falas, as cenas, até cansar, ou até que alguém suma com o DVD. No caso de Um faz de conta que acontece, a velha máxima não é bem essa. Não que o filme seja ruim. Ele até que é bem razoável, com um elenco interessante, efeitos de primeira, um roteiro equilibrado, filme de qualidade Disney, de verdade. Mas o conjunto não empolga. Não dá aquele gostinho de quero mais.

É difícil ver Adam Sandler em um filme tipicamente familiar. Não que seja impossível, mas é que o estilo de humor dele sempre foi algo mais pesado. Juvenil, talvez. Ele tenta levar o personagem no seu estilo de sempre. Pode até funcionar em alguns casos, mas algumas vezes parece pegar pesado demais.

Destaque para o lado gráfico do filme. Excelente qualidade de imagem, com excelentes efeitos. Parece levar o espectador para dentro do filme. Tudo muito colorido e "saboroso". Uma fotografia acima da média.

Quanto à história, no geral, um roteiro interessante, com uma proposta inteligente, e uso de saídas diferentes. Mas em alguns momentos o filme parece perder velocidade, ficar lento e se tornar cansativo. Ele se recupera no fim, no desfecho, mas ainda assim, poderia ser um pouco mais forte nesse sentido.

No filme, Skeeter Bronson (Adam Sandler) trabalha num hotel como servente. Ele tem que cuidar dos sobrinhos e conta histórias que ele mesmo inventa para eles dormirem. Tudo muda quando essas histórias começam a se tornar realidade misteriosamente. Ele tenta tirar vantagem do fenômeno, incorporando suas próprias aspirações em histórias cada vez mais bizarras, mas são as contribuições inesperadas das crianças que viram a vida de Skeeter de cabeça para baixo.

Um filme surpreendente pela inovação em sua trama. Um elenco que vai bem ao longo de toda a produção. E com um visual muito bonito. Tem tudo para agradar todos os espectadores. Não fosse por alguns momentos mais lentos, e algumas piadas desnecessárias de Sandler, o filme seria perfeito. Vale a pena assistir, mas não sei se existe pique para um repeteco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam Shankman
Elenco: Adam Sandler, Keri Russell, Guy Pearce, Courteney Cox, Teresa Palmer, Jonathan Pryce, Bob Ross.
Produção: Jack Giarraputo, Andrew Gunn, Adam Sandler
Roteiro: Matt Lopez, Tim Herlihy
Fotografia: Michael Barrett
Trilha Sonora: Rupert Gregson-Williams
Duração: 104 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Happy Madison Productions / Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Passageiros



Uma produção surpreendente, não só pela atuação de Anne Hathaway em um drama, mas pelas próprias surpresas contidas em seu roteiro. O filme pode ser chamado de tudo, menos previsível. E, por incrível que pareça, mesmo após tanto tempo do seu lançamento, não creio que o filme tenha tido o destaque merecido em vídeo ou na TV.

É uma produção fora do comum. Surpreendente de verdade. Que o tempo todo lida com a dor da perda, mas faz seu espectador entrar nos mistérios da trama, e que alcança o seu ápice com um final inimaginável. Claro que não estragarei a surpresa para aqueles que não assistiram o filme.

O roteiro funciona perfeitamente com o tom da narrativa, que não consegue deixar o filme cansativo. Soma-se a isso belos efeitos especiais, e uma bela fotografia, que fecham com estilo o conjunto da produção.

Claro que o elenco sobressai. Anne Hathaway vai muito bem ao longo de todo o filme. Justamente em um momento em que participa mais de comédias românticas ou filmes mais leves, sua partcipação em um drama desse tipo sai do estilo mais determinante dessa bela atriz. O elenco tem ainda Patrick Wilson, David Morse, Diane Wiest, e o fantástico Andre Braugher.

No filme, após a queda de uma avião, uma jovem psicóloga Claire (Anne Hathaway) é escalada para dar apoio psicológico aos que sobreviveram ao acidente aéreo. Na medida em que conhece suas memórias relacionadas ao acidente, a psicóloga fica particularmente intrigada por Eric (Patrick Wilson), o mais enigmático dos sobreviventes. Quando os passageiros começam a desaparecer misteriosamente, Claire desconfia que um deles pode ter a resposta do mistério.

Um filme imperdível, com história inteligente, elenco de nível, com personagens envolventes, e que deixa o espectador curioso o tempo todo, sem cansar. Uma excelente pedida para quem procura um filme muito acima da média. Altamente recomendável, mesmo não sendo muito divulgado, é uma produção de alto nível.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rodrigo García
Elenco: Anne Hathaway, Patrick Wilson, Clea DuVall, David Morse, Dianne Wiest.
Produção: Joseph Drake, Nathan Kahane, Julie Lynn, Judd Payne, Matthew Rhodes, Keri Selig
Roteiro: Ronnie Christensen
Fotografia: Igor Jadue-Lillo
Trilha Sonora: Ed Shearmur
Duração: 93 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Bobeou dançou



Mais um filme metido a satirizar outras produções. Como tantos outros que existem no mercado. Aqui, pelo menos, conseguem arrancar algumas risadas. Muito por causa do envolvimento (desde a produção, direção, e por compor quase todo o elenco) da família Wayans, que tem em seu currículo, bons filmes de comédia.

Nesta produção, tudo é mais exagerado. Humor forçado, atuações forçadas, roteiro forçado. Nem por isso chega a ser o pior dos filmes, mas é daqueles que vai agradar mais o espectador que se sente confortável com esse estilo. Talvez, por abusar dos excessos para fazer graça, o que convenhamos, nem sempre se transforma em algo agradável.

Mas o elenco, apesar de forçado, com atuações exageradas, funciona com o tipo de trama. Parecem querer dar a impressão que estão fazendo piada. O que destoa de outros tipos de comédias mais comuns, em que a piada é natural. No mais, é mesmo um filme que não tem muito o que provar. Se presta a fazer piada de outras produções. E para isso, usa e abusa dos exageros e do politicamente incorreto.

No filome, Tracy Transfat (Chelsea Makela) é uma menina inocente que encontra na dança uma forma de concretizar seus maiores sonhos. As confusões pioram quando ela conhece um malandro que não quer saber de se esforçar, preferindo dançar nas ruas.

Uma comédia comum, que consegue algumas risadas, mas que fica bastante abaixo do nível de outros filmes do mesmo gênero, que também têm a intenção de servir de sátira de outras produções. Não é fantástico, pega pelo humor exagerado. Mas vale pela curiosidade. É um filme para a sessão da tarde de sábado. No mais, no conjunto, é apenas uma produção razoável.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Damien Wayans
Elenco: Chelsea Makela, Brennan Hillard, Shawn Wayans, Marlon Wayans, Kim Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans, Damon Wayans Jr..
Produção: Rick Alvarez, Keenen Ivory Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans
Roteiro: Damien Dante Wayans, Craig Wayans, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans
Fotografia: Mark Irwin
Duração: 83 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Home Video
Estúdio: MTV Films

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O caminho para El Dorado



Um dos desenhos animados mais fantásticos de todos os tempos. O caminho para El Dorado é um filme fora do comum, muito acima da média, com tudo para entrar no topo da lista de qualquer espectador. Mesmo dos mais exigentes. História inteligente, excelente humor, personagens cativantes, ótima técnica, direção perfeita, ótima trilha sonora, e uma narrativa que acerta o timing, que deixa aquele delicioso gostinho de quero mais.

O roteiro é brilhante, uma sacada perfeita, inteligente, que leva o espectador para dentro da trama. Piadas engraçadas na medida certa. Sem exageros ou momentos sem sentido. Envolvente, assim como seus personagens. Destaque especial para o cavalo que acompanha os protagonistas (e que se parece demais com o cavalo de Enrolados), com suas feições e atitudes pra lá de engraçadas.

O filme é muito colorido e tem tudo para agradar a criançada, mas o público mais velho também vai aprovar esta produção deliciosa. Outro destaque é para a trilha sonora, com músicas de Elton John, que se encaixam perfeitamente no teor latino da história.

No filme, Túlio e Miguel são dois vigaristas que acabam presos no navio de Cortez, legendário conquistador espanhol, enquanto este procurava o caminho para El Dorado, a cidade perdida do ouro. A sorte sorri para os dois rapazes e eles encontram um povoado no México que acreditam ser El Dorado; no entanto, apesar de acolhidos pelo povo Maia, eles chegaram justamente no momento em que o povo local realiza sacrifícios humanos. O filme é repleto de confusões.

Um filme fantástico, para ser assistido e fazer parte da coleção de todos os cinéfilos. História de alto nível, personagens de primeira linha, excelente música, boa animação, que acerta nas piadas, e supera as espectativas. Diversão e entretenimento de qualidade altíssima para todos os espectadores. Para assistir, repetir até cansar, e voltar a ver mesmo depois disso. Classe A********** !!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Eric Bergerone e Don Paul
Elenco: Vozes na versão original: Kevin Kline, Kenneth Branagh, Rosie Perez, Armand Assante, Edward James Olmos.
Produção: Bonne Radford, Brooke Breton
Roteiro: Ted Elliot e Terry Rossio
Fotografia: Animação
Trilha Sonora: Elton John, John Powell, Hans Zimmer
Duração: 89 min.
Ano: 2000
País: EUA
Gênero: Desenho Animado
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Dreamworks
Classificação: Livre

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Numa semana tumultuada, o futuro dos dois prêmios mais importantes da temporada



Mas que semana, hein? Tudo começou sexta feira passada, no final do dia, quando a verificação de dados dos filmes inscritos para a categoria “filme estrangeiro” revelou que Tropa de Elite 2 estava fora do prazo necessário para a competição. E terminou com o anúncio da volta de Ricky Gervais como host dos Globos 2012, pela terceira vez.

Entre uma coisa e outra, a Academia distribuiu seus prêmios honorários num almoço de gala, em clima Star Wars. O presidente Tom Sherak entrou no salão de festas do complexo Hollywood/Highland (onde está o teatro Kodak) vestido de Darth Vader e acompanhado por um pelotão de “storm troppers”. “Como foi a semana de vocês?”, ele disse saudando a ilustre plateia de acadêmicos e convidados, que desatou a gargalhar. Era ao mesmo tempo uma referência a um dos premiados da tarde, James Earl Jones, a eterna voz de Lord Vader, e ao tumulto que quase paralisou os preparativos para o Oscar 2012 e terminou com a troca de produtor e apresentador.

Estas mudanças foram inesperadas, mas fãs da corrida do ouro já podem se preparar para mais novidades a partir de 2013. Com certeza teremos indicados e prêmios mais cedo : a entrega do Oscar de 2013 está marcada para 27 de janeiro, o que pode alterar também as datas dos Globos de Ouro. E, se uma ala muito ativa da diretoria da Academia triunfar, teremos também o exílio dos prêmios técnicos – som, fotografia, efeitos, maquiagem, figurino, direção de arte, montagem – para uma cerimônia separada, prévia, como a que hoje abriga os Oscars honorários.

“Posso ser sincero? Nós estamos no meio do maior tumulto. Vocês, pelo contrário, estão tranquilos”, me confessou um acadêmico (que estava mesmo usando um terno Armani, saindo do almoço).

“Nós”, no caso, somos os votantes dos Globos de Ouro. Que, na verdade, também não passamos uma semana muito tranquila. Entendo perfeitamente os dois lados da discussão pró e contra a volta de Ricky Gervais. Os 16 colegas que votaram contra tem uma metáfora válida: você convidaria para sua festa uma pessoa que só fala mal dos outros convidados? Os Globos tem mesmo um clima de festança informal e divertida, onde astros e estrelas se sentem à vontade - é uma parte importante do charme do evento.

Mas o executivo da NBC e os que votaram a favor também tem razão. Os tempos mudaram, a competição ficou mais agressiva na selva da TV, há mais prêmios que coisas a serem premiadas, e a mistura de estabilidade e crescimento que os Globos tem mantido tem que ser defendida cuidadosamente. Todo mundo – votantes e emissora- concorda que Gervais errou no tom, em janeiro deste ano. Falha de todos porque, ao contrário do que o público pensa, todo show que é transmitido ao vivo é rigorosamente roteirizado e ensaiado. Quem tivesse comparecido aos ensaios saberia em que direção Gervais estava indo.

Sim, o público adora ver os famosos em saia justa. Os Oscars e Emmys, quando acertam, fazem isso muito bem. O segredo está em achar o tom certo, equilibrar a piada de modo a não tirar o gume cortante do apresentador nem deixar na distinta plateia o clima de mal-estar que reinava no salão do Beverly Hilton em janeiro deste ano.

É o desafio dos Globos este ano. A maioria das estrelas vai comparacer, não se preocupem. Na verdade, Kate Winslet e George Clooney já aceitaram convites para apresentar prêmios. Todo mundo é profissional e sabe desenvolver defesas, ser imune a alfinetadas e gozações. É tudo parte do ofício - e da corrida do ouro.

Por Ana Maria Bahiana, em 17/11/2011, no link http://anamariabahiana.blogosfera.uol.com.br/2011/11/17/numa-semana-tumultuada-o-futuro-dos-dois-premios-mais-importantes-da-temporada/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Eu queria ter a sua vida



Marido troca de corpo com a esposa... mãe troca de corpo com a filha... filho troca de corpo com o pai... cachorro troca de lugar com o dono... menina fica mais velha... menino fica mais velho... e por aí vai... o que esses filmes (ou propostas de filmes) têm em comum? A mesma trama... a mesma aposta em um roteiro que pode ter elementos ou personagens diferentes, mas que no fim, parece causar o mesmo efeito. Mostrar como seria a vida de duas pessoas que mudam de corpos.

O roteiro não é muito inovador, mas é possível imaginar o tipo de enrascadas que os dois amigos que trocam de lugar se meterão ao longo da trama. O que se pode esperar, são momentos bastante previsíveis, e a velha moral da história de sempre. A diferença, talvez, fique na versão mais chula das que já foram lançadas até agora. Humor escatológico é o que não falta.

Jason Bateman e Ryan Reynolds vão bem juntos, e fazem bem o estilo de comédia pastelão com humor mais pesado. Isso não chega a ser um ponto positivo, até porque suas atuações são exageradas. Bem ao estilo já manjado de Bateman.

No mais, é uma comédia bastante normal, com momentos com alguma graça, mas que se perde na intenção de aliviar isso ao longo do filme. A direção se perde em alguns momentos, e o filme é um pouco cansativo em outros.

A história gira em torno de dois melhores amigos. Dave (Jason Bateman) é um marido e pai exausto e frustrado com os afazeres domésticos, enquanto Mitch (Ryan Reynolds) é um solteirão que vai saltando de cama em cama. Ambos invejam a vida do outro, até ao dia em que trocam de corpo.

Um filme comum, com uma história já explorada à exaustão. Um elenco esforçado, mas que não convence. Sem nada de especial, e que apela para o humor mais pesado para convencer ou se fazer valer. Vale como curiosidade, mas não chega a ser uma produção fantástica. Com alguns momentos um pouco mais engraçados, o filme pode até provocar sono.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Dobkin
Elenco: Jason Bateman, Ryan Reynolds, Olivia Wilde, Leslie Mann, Alan Arkin, Mircea Monroe, Gregory Itzin, Ned Schmidtke, Sydney Rouviere, Dax Griffin
Produção: Neal H. Moritz, David Dobkin
Roteiro: Jon Lucas, Scott Moore
Fotografia: Eric Alan Edwards
Trilha Sonora: John Debney
Duração: 113 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Agentes do Destino



Os Agentes do Destino é uma produção interessante, diferente de muito do que se vê nos filmes atuais, ou que tenta mudar isso. Sua trama é o ponto forte, com uma tirada inteligente que mistura ação com romance, e uma pitada (disfarçada e bem leve) religiosa. Aqui, explico, não é necessariamente e explicitamente o caso de um enredo com teor religioso, mas com uma mensagem que se apóia em elementos de fé, cuja intenção é a de provocar uma reflexão por parte do seu espectador.

Um jeito diferente de encarar um roteiro, e que agrada bastante. Sai da mesmice e é sutil na sua moral da história. Inteligente na medida certa.

O elenco funciona bem. O casal formado por Matt Damon e Emily Bunt é envolvente, e os personagens têm um bom apelo, cativando o espectador.

A direção constrói uma narrativa que não deixa o filme esfriar. O tempo parece voar, e não há momentos lentos e mais chatos. Soma-se a isso uma boa conjunção de efeitos, belas locações em Nova York, com excelentes cenas de perseguição e ação.

O filme questiona quem controla o destino? Este é o ponto que vai atravessar a vida do político David Norris (Matt Damon). Perto de se eleger senador nos Estados Unidos, ele se apaixona pela dançarina Elise Sellas (Emily Bunt). Quando descobre esse amor e decide vivê-lo, David começa a enfrentar homens misteriosos que querem mantê-los afastados: são os Agentes do Destino.

Uma bela produção, que tem tudo para agradar até os mais exigentes. História inteligente, personagens cativantes, boa dinâmica, com belas locações e efeitos especiais. Boa pedida para aquela sessão de vídeo em família.

FICHA TÉCNICA
Diretor: George Nolfi
Elenco: Matt Damon, Emily Bunt, John Slattery, Daniel Dae Kim, Terence Stamp, Anthony Mackie, Shohreh Aghdashloo, Michael Kelly, David Alan Basche.
Produção: Bill Carraro, Michael Hackett, Chris Moore, George Nolfi
Roteiro: George Nolfi, baseado no curta Adjustment Team, de Philip K. Dick
Fotografia: John Toll
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 106 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures / Electric Shepherd Productions / Media Rights Capital
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rango



Fantástico é dizer pouco. Rango é uma animação fora de série, que agrada do começo ao fim, em cada pedacinho da trama ou detalhe do seu desenho. Mesmo com personagens pouco usuais (se é que podemos chamá-los assim), feios e mal acabados, os detalhes são riquíssimos. Não me lembro de nada semelhante no mercado.

E por falar em personagens, Rango é dublado (no original em inglês) por Johnny Depp, e também teve seus movimentos copiados para o pequeno camaleão. Para quem gosta de ursinhos, cachorrinhos, gatinhos ou outros animais fofos, aqui a coisa muda de figura. Animais de deserto, "durões" e com feição de maus revezam espaço na tela. Mas tudo de maneira muito divertida e super envolvente.

Por falar em diversão, o roteiro pode até parecer previsível, mas nem por isso deixa escapar a diversão. Garante risadas do começo ao fim. E faz uma sátira/homenagem aos velhos filmes de faroeste. Mesmo para quem não é fã, a trama não se prende a detalhes desse estilo, e surpreende a cada pasagem.

Destaque extra para a qualidade da animação. Os detalhes surpreendem e deixam o espectador boquiaberto. Mesmo que os personagens não sejam muito lindinhos, os detalhes do cenário, de luz e vento, são maravilhosos.

No filme, Rango é um camaleão com crise de identidade que, ao se ver numa cidade do Velho Oeste infestada de bandidos, transforma-se sem querer em herói e é forçado a protegê-la. Naturalmente, acaba enfrentando mais dificuldades do que poderia imaginar.

Uma produção fantástica, pedida certa para todos os públicos. A criançada vai adorar, e os marmanjos se deliciarão. Entrega exatamente o que promete, diversão e entretenimento de alta qualidade e com elementos de primeiríssima linha. Imperdível!!! Vale assistir e repetir até cansar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gore Verbinski
Elenco: Vozes de: Johnny Depp, Abigail Breslin, Bill Nighy, Isla Fisher, Claudia Black, Alanna Ubach, Stephen Root, Gil Birmingham, Beth Grant, Kym Whitley, Ian Abercrombie,Maile Flanagan, John Cothran Jr,Hemky Madera, Jordi Caballero.
Produção: John B. Carls, Graham King, Gore Verbinski
Roteiro: James Ward Byrkit , John Logan
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Nickelodeon Movies / Blind Wink / GK Films
Classificação: 10 anos

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Enterrado vivo



Curioso assistir esse filme após ter assistido 127 Horas. Os dois filmes se equivalem em nervosismo e força. Mas o mais interessante, pelo menos com quem conversei, foi que para 127 Horas você não espera que o personagem se salve, mas torce para que ele seja resgatado em Enterrado Vivo. Claro que não estragarei a surpresa ao contar o final do filme para quem não assistiu, mas o caminho é longo, e o espectador chega a sofrer junto com o protagonista.

Aqui, acho que vale uma ressalva. Não se trata de uma questão de gostar do filme e do seu enredo, mas conseguir assimilar bem os sentimentos e as sensações que ele exige de você a todo instante.

O filme se destaca pela música, de alto nível, e que dita a velocidade da trama. No mais, é Ryan Reynolds quem segura o filme com sua atuação, que se concentra dentro do caixão durante a longa hora e meia que dura a história.

Diferente de 127 Horas, por pouco não abandonei o filme. É que no outro filme ainda existia um "jogo" de cenas que tirava a sensação desconfortável e claustrofóbica ao passar pelos momentos de lembrança. Dessa vez, você vai enfrentar junto com Reynolds todo o sofrimento que é ser enterrado vivo.

No filme, Paul Conroy (Ryan Reynolds) é um caminhoneiro e pai de família que, um dia, acorda dentro de um caixão: ele foi enterrado vivo. Sem saber quem o enterrou e o porquê de terem feito isto, Paul tem um celular com bateria e sinal fracos, além de pouco oxigênio, o que acelera a corrida para que ele consiga se salvar.

Mais uma produção forte, que assusta pelo tema e que provoca em seu espectador uma série de sensações angustiantes. Obviamente, a produção tem uma direção impecável. Nada mais justo, uma vez que seria muito difícil segurar a trama com argumentos fracos e uma direção atrapalhada.

Não é uma produção para todos os públicos. Seu desconforto é muito forte e chega a incomodar. Se você é fã do gênero, e quer dividir o espaço no caixão vá em frente, mas se o tema não faz seu gosto, fique longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rodrigo Cortés
Elenco: Ryan Reynolds, Robert Paterson, José Luis García-Pérez, Stephen Tobolowsky, Samantha Mathis, Warner Loughlin, Erik Palladino.
Produção: Adrián Guerra, Peter Safran
Roteiro: Chris Sparling
Fotografia: Eduard Grau
Duração: 97 min.
Ano: 2010
País: Espanha
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Versus Entertainment
Classificação: 14 anos